segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Entrevista com Débora Oliveira





Na terceira postagem da série "Nos bastidores da notícia" ultrapassamos a fronteira do Pará e chegamos ao Rio de Janeiro. É de lá a jornalista que nos dá uma aula de profissionalismo e determinação. A seguir, confira o nosso bate-papo com a Diretora de Imagem e Comunicação do Instituto Aço Brasil (IABr), Débora Oliveira.


1 – Conte-nos sobre a sua trajetória profissional.
Carioca, me formei em Jornalismo na Universidade Federal Fluminense. A carreira começou como repórter do Jornal do Brasil e depois fui convidada para trabalhar no Jornal do Commercio, do grupo Diários Associados. Passei os seis primeiros anos da carreira na redação desses jornais, como repórter e editora. Fiz o MBA de Marketing da FGV – RJ, pensando em migrar para comunicação corporativa. Logo depois disso, a porta para o setor do aço se abriu. Em 2005, comecei como gerente de comunicação do Instituto Brasileiro de Siderurgia, que passou a ter o nome de Instituto Aço Brasil, em 2009. Hoje sou diretora de imagem e comunicação do Instituto, representando o Brasil nos comitês de comunicação da indústria do aço no WorldSteel Association e ALACERO (Associação Latino Americana de Ferro e Aço).

2 – Como diretora de Imagem e Comunicação do Instituto Aço Brasil (IABr), você ocupa um cargo estratégico na área de Comunicação. Quais têm sido os seus principais desafios na função?
Reduzir a distância entre a identidade da indústria brasileira do aço e sua imagem é o grande desafio.

3 – Para muitos veteranos, a idade do gestor pode ser determinante para a tomada de decisão. Você considera que o fato de ser uma profissional jovem torna a sua função mais desafiadora? 
É desafiador, mas também cada vez mais comum. As gerações X e Y tem chegado mais cedo às posições de comando. É um processo natural de mudança de relação com o trabalho. A empresa também precisa acreditar que pode ter profissionais mais jovens em posições importantes. É um casamento que precisa funcionar para ambas as partes.

4 - Quais as vantagens e desvantagens disso? 
É instigante e gratificante estar perto das mais altas esferas de decisão na empresa. Aprender com os que tem mais experiência e contribuir com novas visões. Ao mesmo tempo o nível de estresse também é maior. Os sinais de que vale a pena são acreditar no trabalho executado e não sentir o tempo passar. Atravessar a semana sem contar as horas para a sexta-feira é um privilégio que valorizo muito.

5 - Aliar o crescimento econômico à sustentabilidade tem sido um grande desafio para as empresas em todo o mundo, que tentam reunir o discurso à prática. De que forma o mercado de aço brasileiro tem tratado isso? 
A indústria brasileira produtora de aço tem como missão prover, com eficácia, o abastecimento interno de produtos de aço e participar, de forma permanente, do comércio mundial de aço, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e o bem estar social do País. Em abril passado, por exemplo, o Instituto Aço Brasil lançou o Protocolo de Sustentabilidade do Carvão Vegetal para colaborar ainda mais com o Poder Público no objetivo de conscientização a cadeia produtiva quanto à importância da produção sustentável desse insumo. Todas as empresas associadas ao Instituto Aço Brasil têm processos de avaliação e de qualificação dos fornecedores, envolvendo verificações relativas às relações de trabalho e ao cumprimento de todas as exigências legais, incluindo licenças e autorizações dos órgãos ambientais. O setor vai continuar investindo para crescer de forma sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental.

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